Uma mensagem
de Renan Santos
O futuro é glorioso; esse tem sido o mote da nossa pré-campanha. Ele remete à ideia
de que podemos realizar muito mais do que realizamos, de que o nosso país tem um imenso
potencial represado e que temos o direito e (com as próximas gerações) o dever de arrancar o país do marasmo,
tarefa que tem sido o horizonte de nosso projeto presidencial.
Não se trata de um devaneio ufanista. Há fortes razões para essa crença: nosso país tem
porte continental, natureza exuberante, mais de 200 milhões de habitantes e uma
localização geográfica privilegiada, cercado por países de colonização ibérica e territórios
muito menores, que enxergam no Brasil um líder natural. Somos também a nação mais miscigenada do
mundo, um cadinho de culturas amalgamadas em relativa paz.
Esta vocação, contudo, não tem sido levada com a devida seriedade. Falta às elites brasileiras honrar
aquilo que o Brasil pode ser. O julgamento da nova geração precisa ser amplo: nossa democracia é hoje
um regime formal esvaziado, com estatísticas deploráveis em todos os setores da administração pública.
Felizmente podemos pensar que ele não deu certo até agora. Afinal, enquanto há Brasil e há mulheres
e homens com ideias, a história se encontra aberta. Agora é a vez da nossa geração. Chega de arranjos
espúrios nas antecâmaras escondidas de uma democracia falida. Pois temos urgência pela importância da nossa tarefa:
restaurar o Brasil, uma missão que já animou a imaginação de tantos patriotas.
Este é um estudo sério. Há nele diagnósticos detalhados e propostas para resolver nossos problemas.
Mas o mais importante é a mensagem que elas deixam implícita: uma mensagem que conjuga esperança e realismo,
voltada a todos os brasileiros que estão cansados de acreditar em miragens.
— Renan Santos, prefácio do Livro Amarelo (Plano de Governo 2026)