Partido Missão · Brasil 2026

O Livro Amarelo

Resumo Executivo · Plano de Governo

Partido Missão · Brasil 2026

O Futuro
É Glorioso

A filosofia e as propostas do Resumo do Livro Amarelo.

✦ AVISO: RESUMO NÃO-OFICIAL

Este site NÃO é o Livro Amarelo integral (de +500 páginas) e NÃO é um canal oficial do partido. Trata-se de um projeto independente desenvolvido por um pesquisador do Livro Amarelo para sintetizar o Resumo Executivo do Plano de Governo do Partido Missão.

Autoria & Criação: Plataforma desenvolvida completamente por Dimitri Kamil Abramov — desde a composição da trilha sonora, criação das artes e imagens até a edição de vídeos e desenvolvimento do código.

Prefácio

Retrato serigráfico de Renan Santos
Renan Santos · retrato serigráfico

Uma mensagem
de Renan Santos

O futuro é glorioso; esse tem sido o mote da nossa pré-campanha. Ele remete à ideia de que podemos realizar muito mais do que realizamos, de que o nosso país tem um imenso potencial represado e que temos o direito e (com as próximas gerações) o dever de arrancar o país do marasmo, tarefa que tem sido o horizonte de nosso projeto presidencial.

Não se trata de um devaneio ufanista. Há fortes razões para essa crença: nosso país tem porte continental, natureza exuberante, mais de 200 milhões de habitantes e uma localização geográfica privilegiada, cercado por países de colonização ibérica e territórios muito menores, que enxergam no Brasil um líder natural. Somos também a nação mais miscigenada do mundo, um cadinho de culturas amalgamadas em relativa paz.

Esta vocação, contudo, não tem sido levada com a devida seriedade. Falta às elites brasileiras honrar aquilo que o Brasil pode ser. O julgamento da nova geração precisa ser amplo: nossa democracia é hoje um regime formal esvaziado, com estatísticas deploráveis em todos os setores da administração pública.

Felizmente podemos pensar que ele não deu certo até agora. Afinal, enquanto há Brasil e há mulheres e homens com ideias, a história se encontra aberta. Agora é a vez da nossa geração. Chega de arranjos espúrios nas antecâmaras escondidas de uma democracia falida. Pois temos urgência pela importância da nossa tarefa: restaurar o Brasil, uma missão que já animou a imaginação de tantos patriotas.

Este é um estudo sério. Há nele diagnósticos detalhados e propostas para resolver nossos problemas. Mas o mais importante é a mensagem que elas deixam implícita: uma mensagem que conjuga esperança e realismo, voltada a todos os brasileiros que estão cansados de acreditar em miragens.

— Renan Santos, prefácio do Livro Amarelo (Plano de Governo 2026)

A Filosofia

Por que um livro,
e não um panfleto

A Missão prometeu, no Oitavo Congresso do MBL em 2023, ser um partido programático — e cristalizou a promessa num livro. O Livro Amarelo integral tem mais de 500 páginas, construídas ao longo de dois anos por mais de 200 voluntários em seis fascículos de pesquisa. Esta edição de 2026 é o seu resumo executivo.

Os seis fascículos de pesquisa que precederam o Livro Amarelo: Onde Estamos?, De Onde Viemos?, Para Onde Vamos?, Brasil Poderoso, Brasil Rico e Brasil Livre
Os seis fascículos de pesquisa que antecederam o Livro Amarelo

Verba volant, scripta manent.

As palavras voam, mas a escrita permanece. — provérbio latino, citado na introdução do Livro Amarelo

Os quatro pilares do pensamento

Contra o patrimonialismo

O diagnóstico central: o Brasil é, em sua história republicana, um país em guerra contra a confusão entre o público e o privado. O patrimonialismo — conceito de origem weberiana e eixo da grande tradição interpretativa brasileira — descreve o administrador que trata o cargo como propriedade.

O Livro Amarelo reivindica essa linhagem em nomes de campos opostos: Sérgio Buarque de Holanda, Gilberto Freyre e Carlos Lacerda — para argumentar que o problema é anterior a qualquer partido.

Realismo esperançoso

A recusa simultânea de dois vícios: o ufanismo, que promete grandeza sem método, e o derrotismo, que trata o atraso como destino. O texto rejeita explicitamente a versão simplificada do liberalismo — a ideia de que bastaria privatizar tudo e desregular para que os problemas se resolvessem sozinhos.

Mantém-se a adesão a pilares econômicos liberais — disciplina fiscal, reforma administrativa, flexibilização — mas exigindo desenho institucional para cada promessa.

Ruptura geracional

A tese de que a redemocratização foi um mérito que não foi seguido de projeto: as elites econômicas, políticas e culturais restabeleceram a democracia formal sem entregar resultados nos indicadores públicos. Daí a convocação de uma nova geração a assumir a tarefa — e a prestar contas por ela.

É o pilar mais afetivo do livro e o que explica o desempenho da candidatura entre eleitores de 16 a 24 anos.

Civilização Tropical

O horizonte utópico, e o mais original: uma síntese entre tecnologia de ponta e natureza exuberante, entre disciplina institucional e vida social afetiva. Não a imitação de um modelo estrangeiro, mas uma forma de civilização que só o Brasil poderia produzir.

Retoma deliberadamente Stefan Zweig e seu Brasil, País do Futuro (1941) — não como profecia cumprida, mas como promessa em aberto.

O vocabulário do livro

Os títulos dos capítulos não são ornamento: cada um carrega uma referência que explica a proposta. Alguns exemplos:

Cum Mente et Malleo
“Com a mente e o martelo” — lema da Escola de Minas de Ouro Preto, fundada em 1876 por Claude-Henri Gorceix. A tese: riqueza no subsolo não basta sem ciência e indústria.
Missão Rondon
Homenagem ao Marechal Cândido Rondon, que conectou os rincões do país com linhas telegráficas e deu ao Estado sua primeira capilaridade efetiva.
Chega de Saudade
A canção que em 1958 inaugurou a Bossa Nova — o instante em que o Brasil deixou de apenas importar cultura para exportá-la ao mundo.
Estado Novo
Alusão declaradamente crítica ao período varguista: reconhece que aquele projeto forjou o Brasil industrial, mas propõe refundar o Estado pela via democrática.

O Códice

Os catorze capítulos

Cada capítulo apresenta um problema, os números que o descrevem e as propostas da Missão. Toque em qualquer um para ler a íntegra do resumo.

    O Horizonte

    Civilização Tropical

    Não a imitação de um modelo estrangeiro, mas uma síntese que só o Brasil poderia produzir: tecnologia de ponta e natureza exuberante, disciplina institucional e vida social afetiva. É o horizonte que a Parte III do Livro Amarelo convida o leitor a imaginar.

    “Uma união entre tecnologia e natureza, com disciplina e tranquilidade, apontando para uma possibilidade única de Civilização Tropical.”

    O Brasil em Números

    O diagnóstico,
    em dados

    Os indicadores que sustentam o plano, extraídos do Livro Amarelo e de suas fontes (IBGE, Banco Central, USGS, OCDE/PISA, INCRA, CNT, Fundação João Pinheiro).

    R$ 250 biAjuste fiscal anual necessário para reequilibrar as contas públicas
    80,4%Dívida bruta do governo geral como proporção do PIB
    20%Da população vive sob controle territorial de organizações criminosas
    R$ 450 biCusto anual do crime organizado — cerca de 4,2% do PIB
    5.570Municípios hoje; a consolidação proposta reduziria a cerca de 1.656
    90%Dos municípios gastam mais com folha de pessoal do que arrecadam
    2%Do PIB investido em infraestrutura hoje; a meta do plano é 4%
    30 mil kmDe malha ferroviária — contra 250 mil nos EUA e 160 mil na China
    73%Dos estudantes não atingem o mínimo em matemática (PISA 2022)
    23%Das reservas mundiais de terras raras — o Brasil é o segundo maior detentor
    48,5%Das exportações brasileiras vieram do agronegócio em 2025
    88%Da matriz elétrica brasileira é renovável — a média global é ~32%
    12.348Favelas e comunidades urbanas mapeadas pelo Censo 2022 do IBGE
    16,4 miDe brasileiros vivem nelas — 8,1% da população do país

    Léxico

    Os termos do plano,
    traduzidos

    Um plano de governo é cheio de siglas e conceitos técnicos. Aqui está o vocabulário essencial, em linguagem simples.

    Perguntas Difíceis

    As objeções,
    respondidas

    Nem toda proposta é autoexplicativa, e algumas geraram controvérsia legítima. Estas são as respostas dadas pela própria Missão às perguntas mais duras que recebeu.

    A verba dos presídios sairá da Lei Rouanet? A cultura vai perder recursos?

    Não há supressão de verba, e o fomento à cultura não será eliminado. O que se propõe é impedir a captura do fundo por uma elite artística consolidada.

    A reforma prevista tem quatro elementos: critérios objetivos e públicos de avaliação; publicação integral dos pareceres técnicos; teto progressivo de captação para artistas e produtoras de alto faturamento; e — o ponto central — cotas e linhas próprias de incentivo para artistas iniciantes e projetos de primeira obra, com reserva mínima de orçamento para novos talentos.

    A correção proposta é redistribuir para baixo, para quem hoje não alcança o mecanismo — não devolver o dinheiro ao caixa das empresas.

    Quanto aos presídios, o orçamento sairá da segurança pública, por meio de lei própria de incentivo à construção e manutenção de instituições carcerárias. É uma decisão de política penitenciária financiada como tal — não uma conta que a cultura pague.

    O que terá no código de imprensa? Vão exigir diploma de jornalista?

    Começamos por um mea culpa honesto. Nascemos de uma cultura política de redes sociais, e parte do nosso vocabulário sobre imprensa carrega essa marca — quando falamos em “viés”, em “mídia militante”, em termos que soam carregados. Reconhecemos isso.

    O conteúdo da proposta não é corporativização do setor nem censura, e fazemos questão de separar as duas coisas. De forma explícita: não propomos exigir diploma, não propomos filtro ideológico e não propomos punir jornalista por opinião.

    O que se propõe é um Código Unificado de Imprensa para disciplinar um setor que hoje carece de diploma legal próprio — a lei anterior não foi recepcionada pela Constituição de 1988 — eliminando lacunas que geram insegurança jurídica. O plano registra ainda oposição firme a qualquer regulação de mídia ou internet que reduza a margem de liberdade de expressão no Brasil.

    “Prendeu, Matou?” significa autorizar a polícia a matar?

    O próprio capítulo responde a isso na primeira linha da seção de propostas: “naturalmente, não consiste em prender e matar os criminosos”. O lema se refere a permitir que as forças de segurança tratem como inimigos do Estado aqueles que ameaçam a soberania nacional — capturando lideranças e, havendo perigo ou resistência, neutralizando-as.

    O arcabouço proposto é jurídico, não retórico: a doutrina do Direito Penal do Inimigo, formulada pelo jurista alemão Günter Jakobs, que distingue o direito penal do cidadão — com garantias plenas — do regime aplicável a quem participa de forma duradoura em organizações criminosas. O plano sustenta a compatibilidade da distinção com a Constituição de 1988, argumentando que todos permanecem sujeitos a processo legal.

    Trata-se de uma tese jurídica em disputa: a doutrina de Jakobs é objeto de crítica acadêmica relevante no Brasil e no exterior. O plano a assume explicitamente como escolha doutrinária.

    A fusão de municípios não apaga a identidade das cidades pequenas?

    O plano prevê explicitamente o contrário. Cada novo município consolidado preservará as identidades culturais e históricas das comunidades que o compõem: as antigas sedes mantêm status de distrito ou subprefeitura, com autonomia para questões culturais, eventos cívicos e zeladoria, preservando nomes e tradições.

    Postos de saúde, escolas e creches nas antigas sedes serão mantidos e fortalecidos com os recursos economizados na extinção da máquina política redundante. A transição nos repasses do FPM é acompanhada pelo Governo Federal para que a união não represente perda imediata de recursos.

    O fim do Bolsa Família deixa as famílias sem renda?

    A proposta é de substituição, não de extinção: as Frentes Cidadãs, um modelo de frentes de trabalho remuneradas voltado à população em idade economicamente ativa, em que os beneficiários participam de projetos de bem público e se consolidam como participantes ativos da comunidade.

    O objetivo declarado é a inserção no mercado formal de trabalho, tratando a produtividade — e não a transferência isolada — como caminho para a cidadania econômica.

    Desfavelização significa remover pessoas de suas casas?

    O eixo do programa é titulação de propriedade, não remoção. Cada morador recebe título individual, por meio de um instrumento novo — um financiamento de 50 anos com juros subsidiados, com parcelas estimadas entre R$ 200 e R$ 500 mensais.

    A tipificação penal do “crime de favelização” é dirigida a quem organiza a ocupação ilegal — loteadores, grileiros e milícias. A demolição administrativa em 48 horas aplica-se apenas a construções não habitadas, em área pública ou de risco; a remoção de moradia consolidada só ocorre por ordem judicial.

    Cada bairro desfavelizado recebe obrigatoriamente posto policial, escola modelo, clínica de saúde e creches — e parte das unidades é vendida a preço de mercado para garantir mistura social efetiva.

    Posfácio

    Agora é tempo de agir

    Devemos ter esperança. Felizmente, não é a esperança de um tolo. Nossa vitória dependerá da vontade e da energia que vocês depositarem nesse projeto.

    Posfácio do Livro Amarelo

    O Livro Amarelo não é o fim da jornada. Novas publicações virão para detalhar o que está aqui, responder objeções que se acumulem na arena pública e expandir o planejamento para os estados — um Livro Amarelo de Santa Catarina já está em curso.